segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Homenagem aos fumadores 4


NIcole Kidman/Virgínia Woolf

Homenagem aos fumadores 3




















Simone de Beauvoir

Homenagem aos fumadores 2






















Marylin Monroe





















James Dean

Homenagem aos fumadores - 1



















Natália Correia
















Ary dos Santos

















Golden Meir













Serge Gainsbourg

















Jacques Brel















George Brasssens











Alain Delon












Brigitte Bardot
































Marguerite Duras





















Marlene Dietritch


Henry Miller





















Anais Nin

domingo, 30 de dezembro de 2007

Não fumar


na ...
no ...
em...
dentro de ...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

João Lúcio

( Chalé João Lúcio, Olhão)


Natureza imortal, tu que soubeste dar

Ao meu país do sul a larga fantasia,

Que ensinaste aqui as almas a sonhar

Nessa frescura sã da crença e da alegria:

Que inundaste de azul e mergulhaste em oiro

Esta suave terra heróica dos amores,

Que lançaste sobre ela o canto imorredoiro

Que vibra a sinfonia oriental das cores:

Tu que mostraste aqui mais do que em toda a parte

O intenso poder do teu génio fecundo,

Que fizeste este Céu para inspirar a Arte

E lhe deste por isso o melhor sol do mundo:

Ensina algum pintor a fixar nas telas

Este brilho, esta cor, inéditos, diversos,

E põe a mesma luz que chove das estrelas

Na pena que debuxa estes humildes versos.



quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vida e sonho

"A vida é tecida como o linho: um fio de dor, um fio de ternura. Eu intrometo-lhe sempre um fio de sonho. Foi o que me perdeu.

Só dei por ela depois de morta. As horas mais belas perdi-as a sonhar, quando a vida estava a meu lado. Eu não vivi! Eu não vivi!"

Raúl Brandão, Húmus

Sonho

"E o pior é que este sonho é afinal o meu sonho e o teu sonho. Ninguém o confessa senão a si próprio. O nosso sonho é não morrer. Quando a gente se esquece um bocado a vida já tem passado. E quando a vida já tem passado é que nos agarramos com mais saudades à vida."

Raúl Brandão, Húmus

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

vida

"A vila é um simulacro. Melhor: a vida é um simulacro."


Raúl Brandão, Húmus

terça-feira, 16 de outubro de 2007

o meu cabelo

I'am not Jackie


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Vai Trabalhar Malandro


Para Pacheco, escritor maldito significa,"mui singela e rapidamente",
. «escritor malescrito» (aquele que escreve mal),
. «escritor dos domingos» (aquele que, para além do emprego, escreve nas horas vagas),
. «vendilhão» (aquele que é obrigado a escrever sobre o que não lhe interessa só para vender, ou seja para comer, ganhar o pão de cada dia)

Revista Ler, nº 31, 1995

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Não sou a única

os castelos de cartão da almudena

Gostei tanto deste livro e passo-me por terem chegado a semana passada à fnac cinco dezenas de exemplares e até agora só termos vendido dois ou três - sendo um deles o meu exemplar, contrastando com as centenas que entretanto se venderam do Segredo ou do Estrela de Joana.
Há assuntos que me chateiam um bocado. E bem sei que não deviam, até porque quem vence neste caso sou eu que li um livro decente e não a merda estúpida e oca da moda. Mas pronto, é sempre aborrecido. Saber que as pessoas lêem o que uns quantos iluminados querem que elas leiam e não o que vale realmente a pena ler. Mas disso elas nunca terão a mínima ideia porque quem compra o Segredo ou a Estrela de Joana nunca saberá quem é a Almudena Grandes ou o Yukio Mishima. E para continuar na onda que tem vindo a impregnar o natal no bordel nos últimos tempos finalizo este post com um fodam-se todos - menos aqueles outros dois que compraram o Castelos de Cartão na fnac do Colombo. Espero que tenham apreciado tanto quanto eu.
Quanto ao Frederico Lourenço, apetece-me dizer que li o Amar Não Acaba e, por favor, que armante de homem, que bosta de livro. Prefiro ler as memórias de alguém que tenha alguma coisa de interessante a contar. Poupem-me.
Castelos de Cartão. Aconselho.

domingo, 23 de setembro de 2007

Óculos de sol

"Já arranjei muito bem

Tudo quanto convém

P’ra praia levar
O pente, o espelho, o baton
E o creme muito bom
P’ra me bronzear
Tenho o meu rádio portátil
E o bikini encarnado
Também está no meu rol
E como é bom de ver
Não podia esquecer
Os meus óculos de sol

Que levo p’ra chorar uuuuhuh
Sem ninguém ver
P’ra não dar uuuuhuh
A perceber
P’ra ocultar uuuuhuh
O meu sofrer
Pois eu sei que te hei-de encontrar
Talvez deitado à beira-mar
Com outra ao lado
E eu vou passar
A tarde a chorar

Já pensei não sair
Mas aonde é que eu hei-de ir
Com este calor?
O que é que eu hei-de fazer
P’ra não ter que te ver
Com o teu novo amor?
Ver-te-ei com certeza
Mas eu peço à tristeza
Um pouco de controle
E pelo sim pelo não
Eu vou ter sempre à mão os meus óculos de sol."


Nota: a pré-visualização aparece correcta mas o post final é o que se vê! Não acredito em bruxas, pero que las hay, las hay!

Je te dis Vous

http://perso.orange.fr/universkaas/je%20te%20dis%20vous%20accueil.htm

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

medicina alternativa

Fumadores preocupados e cépticos quanto à cura do mal, não deveriam preocupar-se com o tamanho da "poça da saúde", somos água...
e pó....
falta o gasoso
da sagres ou do champagne


p.s deixei de fumar, na rua!

domingo, 9 de setembro de 2007

Para o meu pai

Pai,

Hoje é notícia o regresso do casal mCann e dos filhos a Inglaterra.
A decisão foi a mais acertada.
Depois de passarem a suspeitos, começaram a perceber o que é um julgamento em "praça pública".
Fizeram muito bem, indepentemente do que vier a ser esclarecido.
Quem quiser ser "apedrejado" que se ponha na bicha.
Saudades
Um beijo
tua filha

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

São rosas, senhor!

Milagre das Rosas
D. Isabel, mulher do Rei D. Dinis, era tão boa e amiga dos pobres que ainda em vida lhe atribuíam milagres.

Mais tarde, o Papa veio a canonizá-la, ou seja, a reconhecê-la como Santa.

Numa manhã fria de Inverno a Rainha saiu do palácio levando pães nas pregas do manto para distribuir. O Rei encontrou-a e perguntou-lhe o que levava tão bem escondido. Ela ficou embaraçadíssima, porque não gostava de divulgar as suas boas acções e respondeu-lhe:

- São rosas, Senhor!

O Rei estranhou.

- Rosas em Janeiro?

Muito corada de olhos baixos, Santa Isabel abriu o manto... e o pão transformara-se em rosas!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Madeira

Mas a ilha já bem pouco me importa!
(...)
A lembrança de uma pequena ilha morre depressa na memória; fica-nos dela uma vaga imagem, fingida, a boiar à tona de um mar distante, é um navio desmantelado que já não levanta ferro, inválido,incapaz de seguir viagem...


M. Teixeira-Gomes, Cartas sem Moral Nenhuma

O semeador



semeou a terra, colheu a recompensa
para se alimentar e alimentar
a mulher
os filhos
muitos
quase os dedos
das duas mãos


Salazar não te deu instrução?
não
Viva Salazar!
Tiveste estradas, transporte, luz e água?
não
Viva Salazar!
O 25 de abril trouxe-te uma casa para abrigares os teus filhos e a tua mulher?
não
Viva o 25 de abril!

Em 2007, semeador, és pai das plantas que ajudaste a crescer. Quem te ajudou?
Salazar não foi e o(s) outro(s) também não. Bem pelo contrário, agora todos são clean,

sem raízes

QUE ESTÃO SEMPRE SUJAS PORQUE CRESCEM PRECISAMENTE NO MESMO SÍTIO EM QUE A SEMENTE GERMINA






Estradas



Não era noite nem dia.
Eram campos campos campos
abertos num sonho quieto.
Eram cabeços redondos
de estevas adormecidas.
E barrancos entre encostas
cheias de azul e silêncio.
Silêncio que se derrama
pela terra escalavrada
e chega no horizonte
suando nuvens de sangue.
Era hora do poente.
Quase noite e quase dia.

E nos campos campos campos
abertos num sonho quieto
sequer os passos de Nena
na branca estrada se ouviam.
Passavam árvores serenas,
nem as ramagens mexiam,
e Nena, pra lá do morro,
na curva desaparecia.

Já de noite que avançava
os longes escureciam.
Já estranhos rumores de folhas
entre as esteveiras andavam,
quando, saindo um atalho,
veio à estrada um vulto esguio.
Tremeram os seios de Nena
sob o corpete justinho.
E uma oliveira amarela
debruçou-se da encosta
com os cabelos caídos!
Não era ladrão de estradas,
nem caminheiro pedinte,
nem nenhum maltês errante.
Era António Valmorim
que estava na sua frente.

— Ó nena de Montes Velhos,
se te quisessem matar
quem te haverá de acudir?

Sob este corpete justinho
uniram-se os seios de Nena.

— Vai te António Valmorim.
Não tenho medo da morte,
só tenho medo de ti.

Mas já noite fechava
a saída dos caminhos.
Já do corpete bordado
os seios de Nena saíam
— como duas flores abertas
por escuras mãos amparadas!
Aí que perfume se eleva
do campo de rosmaninho!
Aí como a boca de Nena
se entreabre fria fria!
Caiu-lhe da mão o saco
junto ao atalho das silvas
e sobre a sua cabeça
o céu de estrelas se abriu!

Ao longe subiu a lua
como um sol inda menino
passeando na charneca…
Caminhos iluminados
eram fios correndo cerros.
Era um grito agudo e alto
que uma estrela cintilou.
Eram cabeços redondos
de estevas surpreendidas.
Eram campos campos campos
abertos de espanto e sonho…

(Manuel da Fonseca)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Figueira



Do lado de terra, pouco a pouco, as serras altas foram-se coando pelo azul do céu; as colinas nivelaram-se; por fim as árvores faltaram: a estrada rastejou, em lanços monótonos, na campina lavrada, como um risco de giz na ardósia limpa. Alargou-se o terreno em planície arenosa, malhada com o azebre dos hortejos definhados, onde o hálito do mar se sentia arrefecer, e à vista de Ayamonte um leve aperto do coração dizia-me já que a saudade da paisagem familiar e amada começava ali...

Manuel Teixeira Gomes, Cartas sem Moral Nenhuma

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Efeméride

Efeméride do SG Ventil

Foi há 15 anos, em Vila Real de Santo António, numa esplanada da Praça Marquês de Pombal que, nesse 21 de Agosto de 1992, o autor destas linhas queimou o último cigarro.


segunda-feira, 20 de agosto de 2007

1º pessoa do plural



As Sexas estão a conjugar o verbo dormir a sesta no presente do indicativo à sombra da bananeira, digo, da palmeira.

Meu coração é um pórtico partido



Meu coração é um pórtico partido
Dando excessivamente sobre o mar.
Vejo em minha alma as velas vãs passar
E cada vela passa num sentido.
(...)
Fernando Pessoa

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

sábado, 11 de agosto de 2007

Bom dia

Ainda há pouco tropecei no imprevisto do dia, quando, na primeira caminhada, em plena rua, uma velhinha, de negro vestida, ao cruzar-se comigo, me saudou com um sonoro e feliz "bom dia". E lá recordei esse resto de civilização que o mundo não urbano ainda conserva e que ostensivamente me envergonhou, eu, capitaleiro, de rurícolas origens, que já nem sequer é capaz de praticar as regras da boa educação que aprendeu de seus avoengos. Respondi-lhe evidentemente: "bom dia, minha senhora".

sobre o tempo que passa

Águas atlânticas

Destas águas atlânticas voltadas para África, deste novo Mediterrâneo da história, deste mar cuja linha de horizonte vai de Leste para Oeste


Há uma semana que estou nesta imaginada casa branca de telha portuguesa, neste sítio onde há pedaços de sombra, num pátio interior, bem algarvio, ousando esquecer estes restos de quem sou. Aqui, neste lugar de calma, há um largo da praça, um azul solar, um devagar, e sempre uma folha branca por onde peregrinar, especialmente quando a manhã vai nascendo e apetece o aconchego de uma árvore ainda verde, em pleno Agosto, para mais um dia de pedra calcinada.

sobre o tempo que passa .

sábado, 28 de julho de 2007

Censura

Há dois meses atrás, acedia com um toque a determinadas fotografias, hoje repeti o gesto e não obtive o que desejava. Já chegámos à Madeira?

sexta-feira, 27 de julho de 2007

chamar o boi pelos nomes


9 milhões para o Algarve se chamar… "All… Garve"

Para "vender melhor" o Algarve aos turistas estrangeiros — especialmente ingleses — o Governo português decidiu pagar 9 milhões de euros, só neste ano, por uma campanha publicitária que promove, ela própria, uma nova "marca" para a região: "Allgarve", em vez de Algarve.


alterem o nome da terra deles e deixem-nos em paz

já chegámos à madeira?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Água da fonte


Água do cântaro



À fonte não vou porque não há verdura na minha rua

Água do poço


Poço tapado, se accionarmos a manivela, a água jorra... diferente da nora. Procurei fotografias de noras mas encontrei a rede vazia.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sócrates & Condoença



Sócrates podia pregar uma rasteira ao reumático, reparem, não aproveitou a ocasião, deve ser por causa do protocolo.


-Cuidado com o degrau!- disse Sócrates, atento ao obstáculo.

-Oh, dear, thanks! Agradeceu Condoença olhando para o obstacular Sócrates.



Coro: Ganda filme, meu. a velha apaixonou-se pelo primeiro!


quinta-feira, 19 de julho de 2007

O(s) nosso(s) fumo(s)


Pode fumar

Quem não fuma pode continuar por aqui porque este ambiente está certamente mais limpo do que nas grandes artérias do progresso

terça-feira, 17 de julho de 2007

Mata-bicho

Dizer aos (IR)responsáveis que estão no governo e nas autarquias que os impostos pagos pelos contribuintes não podem servir para foguetes e fogo de artifícios ( como se já não bastasse alimentá-los com finas iguarias, dar-lhes viaturas topo de gama e muitas mais mordomias...)

Mata-bicho

Os senhores do mundo dominam as nossas vidas através do dinheiro (campo financeiro), menciono a seguir algumas formas de boicotarmos a exploração a que estamos sujeitos.

. A aquisição de casa mediante hipoteca. A nossa casa é essencial mas o que pagamos por ela, normalmente duas vezes, uma para amortizar o capital e outra para juros, deixa-nos doentes. solução, mudar de casa, encontrar uma mais em conta e assim amortizamos total ou parcialmente a hipoteca e livramo-nos d ' eles

.
Evitar ao máximo a utilização do carro.Caminhar ou andar de bicicleta faz bem ao corpo e à mente e as quantias exorbitantes que nos roubam para gasolina fica no nosso mealheiro.

. Fazer compras no comércio tradicional, perto de casa. As grandes superfícies são um engano: acabamos sempre por comprar tralha de que não precisamos.
te
.Evitar os alimentos pré-cozinhados: são muito caros, contêm produtos nocivos e produzem poluição: embalagens de plástico, cartão e vidro. Depois pedem-nos para reciclar! Trabalhamos duas vezes, primeiro para pagar o produto depois para reciclar o lixo, está bem!

.Evitar ouvir e ver os serviços informativos. As mensagens que passam não são importantes, não têm um fio condutor, tudo é tratado superficialmente, como se fôssemos imbecis. Apostam na ignorância (tal como no sistema de ensino que temos).

. Mantenham a(s) vossa(s) propriedade(s): a casa, o terreno, a família, os amigos, a liberdade, os sentimentos, as ideias, a dignidade...

. Distribuir calçado, vestuário e móveis. Há sempre alguém a quem ficará muito bem o casaco que já não nos serve.....

. Verificar se as marcas que compramos não estarão a explorar crianças ou adultos. Se a resposta for positiva, não basta boicotar, é preciso divulgar.

Haverá mais campos de acção, por enquanto deixo estes, espero que outras soluções sejam apresentadas para frustrar os propósitos destes senhores.

sábado, 14 de julho de 2007

segundo pontão


.............algas.............................................................................................................ensaio..................................................................................................................................monte gordo..................................................
...........vento............................................................................................................música...............................
..........água quente................................................................................................tenda....................................
.............................................................................................................................................................................
................. ---- ..............---- ................-----.............--------............-------.............-------............-------
-----..........colchão-----.............------------...........-----------..........--------......----------.........----------
...............................................................................................................................................................................
.........................................bolas............................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................
....................toalhas.............................................................................................................................................

domingo, 8 de julho de 2007

Citação



Fiquei magoado, não por me teres mentido mas por não poder
voltar a acreditar em ti.

Nietzsche





quinta-feira, 5 de julho de 2007

A estética e o amor


Comprei um frasco de Ourolar para limpar os corações,

primeiro o meu, pavio de cristal,


depois, outros diamantes escurecidos


sem luz

para que as crianças não tenham fome


sexta-feira, 25 de maio de 2007

Citação


"A verdade é a fortaleza dos inocentes"


Igor Pfeifer

Nem sempre chove em maio

Dois homens altos de fato escuro caminhavam lado a lado sob a chuva, protegendo-se da água com o mesmo guarda-chuva vermelho escuro, depois atravessaram a rua a correr porque já chovia a cântaros.

Dez minutos mais tarde passaram novamente lado a lado, figuras elegantes e sombrias, conversavam, mas agora não partilhavam mais do que as palavras (e todos os sentimentos que as palavras provocam) porque ambos tinham um guarda-chuva vermelho.

Pleonasmo?



Torre Magdala


foto: bmotta.planetaclix.pt




sexta-feira, 11 de maio de 2007

Luz

(singular.blogs.sapo.pt)



Na tradição da cultura ocidental, judaico-cristã, a fonte mais remota é o Antigo Testamento. A cosmogonia bíblica indica claramente o carácter imemorial e indissolúvel da união do som e da imagem, narrando "No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra, porém, estava informe e vazia, as trevas cobriam o abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: 'Faça-se a Luz! (Gênesis, I, 1-3)" A criação dos céus e da terra prescinde do som, da palavra; a criação da luz, porém, é concomitante ao verbo, que pressupõe o som proferido na ordem: "Faça-se a Luz! - e a luz se fez".

Filipe Salles


Meditação e macacos

Meditação e Macacos

Um homem estava interessado em aprender meditação. Foi até um zendo (local de prática meditativa zen) e bateu à porta. Um velho professor perguntou:
"Sim?"
"Bom dia meu senhor," começou o homem." Eu gostaria de aprender a fazer meditação. Como eu sei que isso é difícil e muito técnico, eu procurei estudar ao máximo, lendo livros e opiniões sobre o que é meditação, posturas, etc... Estou aqui porque o senhor é considerado um grande professor de meditação. Gostaria que o senhor me ensinasse."
O velho ficou olhando o homem enquanto este falava. Quando terminou, o professor disse:
"Quer aprender meditação?"
"Claro! Quero muito." exclamou o outro.
"Estudou muito sobre meditação?", perguntou um tanto irónico.
"Fiz o máximo que pude..." afirmou o homem.
"Certo," replicou o velho. "Então vá para casa e faça exactamente isso: NÃO PENSE EM MACACOS."
O homem ficou pasmado. Nunca tinha lido nada sobre isso nos livros de meditação. Ainda meio incerto, perguntou:
"Não pensar em macacos? É só isso?"
"É só isso."
"Bem, isso é simples de fazer" pensou o homem, e concordou. Então, o professor apenas completou:
"Óptimo. Volte amanhã," e fechou a porta.
Duas horas depois, o professor ouviu alguém batendo freneticamente à porta do zendo. Ele abriu-a, e lá estava de novo o mesmo homem.
"Por favor , ajude-me!" exclamou aflito "Desde que o senhor pediu para que eu não pensasse em macacos, não consegui mais deixar de me preocupar em NÃO PENSAR NELES! Vejo macacos em todos os cantos!"

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A igreja de Anvers (1996)



Lá dentro ouvia-se um violino.
Uma mulher loura, com o cabelo apanhado e que vestia um impermeável vermelho, tocava o instrumento.
Como se estivesse triste.
Por vezes recordo essa mulher e penso no desgosto que desconheço.